Finalmente, ganhei um violão. Foi o melhor presente de aniversário que já ganhei na vida.
Agora, finalmente, eu tinha um violão disponível todo o tempo do mundo para eu aprender o máximo possível.
Na verdade, eu não tinha todo o tempo.
Eu tinha que comer e dormir.
Tarefas chatas que me impediam de tocar violão.
O resto do tempo eu podia tocar, enquanto ainda estava de férias escolares, obviamente.
Mas eu não me cansava, não me importava com os dedos vermelhos de dor.
Muito menos com o calos que começavam a se formar.
Eu precisava aprender o máximo possível naquele mês.
Então, esses incômodos não eram um fardo.
Eu estava gostando de absolutamente tudo naquela fase de descoberta.
